Historial do Projecto

Na corrente de um movimento que tem vindo a emergir em Portugal, o trio fundador do grupo (Miguel Barriga, Pedro Costa e Nuno Santos) formou-se em 2002, tendo efectuado três meses depois um concerto em Évora.
Após a participação noutros eventos ao longo desse ano, o grupo trouxe até si, em Dezembro de 2002, o contrabaixista, que inauguraria uma nova fase junto do grupo.
Por volta do início de 2003, o grupo organizou totalmente, e com a ajuda do pessoal da paróquia, duas noites de recriação medieval no salão paroquial da Damaia, com especial destaque para o guarda-roupa, e para a decoração e imagem do espaço e do ambiente, para além do formato cada vez mais sólido em palco.
A experiência adquirida nesta fase, permitiu ao grupo partir para aventuras mais arrojadas, como a noite de princípio de verão, numa das muralhas mais altas do Castelo de Monsaraz, para um grande grupo de jovens, com um ambiente mágico e nobre, de archotes na arena, ou como a noite em Coruche, a noite no Fundão ou a noite em Castro Verde.
A etapa seguinte é marcada pelas actuações no Andanças 2003, em que o actual formato, com o violinista, foi estreado com sucesso, com a gentil aprovação do público fiel. Com este novo instrumento melódico, já depois de uma secção rítmica solidificada, o grupo ficou ainda mais enriquecido. Para além da experiência na visualização de outros grupos do género, a presença no festival foi, por tudo isto, especial.
Foi com este espírito que o grupo chegou à Quinta da Regaleira e consolidou o projecto hoje em mãos.
A tocar “em casa”, o grupo sentiu-se confortável, acolhido, partilhado, tendo por isso, comungado com esse espaço tão bonito e encantatório em Sintra.
Depois deste regresso às origens, o grupo continuou a participar em diversos eventos como, ultimamente, a primeira noite do Entrudanças 2004, em Castro Verde ou “os bailes no castelo”, apresentados no castelo de São Jorge, em Lisboa.
Desde aí os bailes e espectáculos têm-se sucedido ora organizados por outras entidades do mundo da música, produtoras de eventos, autarquias, juntas de freguesia , ora organizadas por amigos e pelo próprio grupo.
Finalmente, resta referir o contributo de alguns músicos convidados em muitos destes eventos, como o Carlos Ribeiro, guitarrista, a Celina Piedade, acordeonista e cantora, o Hugo Fernandes, que tocou violoncelo e cavaquinho, o Marsteen Bailey, guitarrista e tocador de bouzuqui e o Luís Peixoto, que toca bandolim.
Os Monte Lunai tocam temas de dança tradicional já famosos por toda a Europa e têm procurado apresentar também danças e temas ainda pouco divulgados. Nesta perspectiva, pretende enriquecer constantemente o repertório e tornar as danças tradicionais europeias cada vez mais próximas de um público participativo e cada vez mais numeroso, como se pode ver pelos festivais locais de música tradicional pelo país fora.
A marcar o crescimento sustentado do grupo, está a actual colaboração assídua do técnico de som residente, o experiente e habilidoso João Magalhães.